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MENSAGEM DA CAPIT@

Longe vão os tempos em que os sectores de negócios eram “blocos” limitados, e as empresas de determinado ramos de atividade atuavam estritamente no seu espaço, com regras e funcionalidades específicas.

Hoje em dia, fluidez, flexibilidade e criatividade são palavras chave para as empresas explorarem novas áreas, desbravarem outros caminhos e “fintarem” a concorrência.

Starbucks a produzir conteúdos, MEO a oferecer energia, vários retalhistas a disponibilizarem planos de saúde e SONAE a promover publicidade in/online, são alguns destes exemplos.

Mas, serão estas invasões consentidas? Bem-vindas pelos concorrentes não serão de certeza, pois obrigam, quem já está presente, a estar em estado de permanente alerta, não apenas face às marés e agitações internas do seu sector, mas aos outros ventos que vêm do exterior.

E quem ganha com isto? Nós: os clientes e utilizadores de todos estes serviços híbridos inovadores. Porque as empresas recém-chegadas à “nova pista de dança” oferecem-nos a solidez do seu conhecimento e experiência nos sectores onde já atuam, e acrescentam a disrupção de fazer diferente com sangue novo, em sectores, por vezes, estagnados ou adormecidos.

Veja-se o caso da publicidade que parecia um “bicho” esquecido, e de quem todos fugiam (fuga essa fomentada pelo streaming – também aqui a ser repensada-) e que agora se alia à data science para responder àquilo que todos sempre pedimos “Por favor, mostra-me apenas o que EU quero ver” .

Ou a entrega de conveniência, espelhados nos casos da MEO Energia (“Porque é que tenho de ter tantos contratos diferentes?”) e da disponibilidade imediata e próxima dos cuidados de saúde, quer na forma de produtos, serviços ou facilitadores de diagnóstico dos retalhistas (“Posso ir às compras antes ou depois da consulta das 18h”).

Por fim, o exemplo Starbucks mostra-nos como o seu propósito de proporcionar conforto nas lojas, pode ser migrado para as casas dos clientes (“Sinto-me em casa, agora também em minha casa”).

Mas nem tudo são rosas…os riscos associados da desconfiança inicial dos clientes por algo disruptivo, a imaturidade de alguns produtos (por desconhecimento de especificidades do sector) ou o desvio do foco e da qualidade nos negócios e produtos originais pode deitar muito a perder.

Será isto aplicável a todos os negócios, haverão territórios proibidos ou apenas alguns mais difíceis de alcançar?

Será então esta uma tendência futura e benéfica ou um processo arriscado apenas ao alcance dos “grandes e loucos”?

Poderá uma Farmácia vender refeições prontas? Uma livraria transformar-se num espaço de saúde mental? Ou um supermercado fornecer serviços de literacia financeira?

As possibilidades de dança são grandes. Só temos de ter vontade e “pernas” para dançar 😉.

Não deixem de ler o segmento “rotas partilhadas”, onde os nossos parceiros, marinheiros do Clube, fazem a reflexão do tema.

Aqui ficam algumas “danças” já atualmente no mercado :

  • Starbuck Studios: com a “missão de aprofundar as possibilidade ilimitadas de conexão humana”, a Starbucks alia-se à Sugar 23, produtora multimédia, na criação de um estúdio de produção de conteúdos de entretenimento, que procuram dar luz às histórias e às pessoas que, através da sua arte ou dia-a-dia, inspiram outras pessoas.
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  • Parafarmácias e Planos de Saúde: com a pressão sobre o SNS e a procura de cuidados de saúde no sector privado, as insígnias de retalho apostam em planos de saúde com descontos numa rede de prestação de cuidados de saúde, como consultas, videoconsultas ou exames. Os pacotes incluem também condições de financiamento especiais, mediante o pagamento de uma mensalidade, que pode ser mensal, trimestral, semestral ou anual. Além disso, e ao contrário dos seguros de saúde, não tem limite de idade, período de carência ou exclusão de doenças pré-existentes.
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MEO Energia: com o objetivo de liderar a transformação digital e a transformação energética, a MEO junta à sua oferta atual a energia, exclusivamente produzida a partir de fontes 100% renováveis, e a inovação tecnológica, suportada na maior rede de infraestruturas do País. Lança, assim, a primeira oferta global sustentável de telecomunicações e eletricidade, com benefícios cruzados de poupança para o cliente.

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Media Retail Continente: um dos maiores anunciantes do país, a MC, torna-se também num player do mercado publicitário, através da criação de uma plataforma de publicidade que agrega os pontos de comunicação nas lojas físicas e as plataformas online, com o conhecimento dos clientes. Detentora também da maior base de dados de clientes de Portugal, tem como ambição desenvolver e entregar estratégias de comunicação ajustadas aos objetivos das marcas, mas segmentadas e personalizadas aos vários perfis de clientes identificados.

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